Apresentação
Quem sou
Sou a Teresa Alves, tenho 28 anos, sou natural de Lisboa, pertenço ao GCL Lisboa Norte e recentemente emigrei para Amesterdão. Tenho um mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores e trabalho atualmente como Engenheira Informática, tendo assim contacto com várias áreas de tecnologia, incluindo robótica, eletrónica e arquitetura da internet.
Adoro tecnologia e tenho também uma grande paixão por música. Toquei violino na Orquestra Académica da Universidade de Lisboa durante vários anos, onde tive o privilégio de tocar a minha peça favorita — a 9.ª Sinfonia de Dvořák.
Ao longo da vida, desenvolvi um grande gosto pela ciência, mesmo em áreas em que eu, como mulher, estava em evidente minoria. No emprego, sou a única mulher da equipa e das poucas do departamento. Consegue ser difícil ganhar alguma confiança nesta área, e por isso faço o máximo por garantir que outras mulheres se sintam incluídas — em particular através de mentoria no grupo voluntário As Raparigas do Código.
Já sei o que é estar nesta minoria — e quero ser a voz e o exemplo para muitas outras mulheres.
Declaração de candidatura
Porque me candidato
Candidato-me à Assembleia do LIVRE porque acho que o meu percurso académico, profissional e pessoal me permite trazer uma perspetiva única sobre vários temas.
A minha relação próxima com a música sensibiliza-me para a importância da cultura na vida das pessoas. Tenho também um carinho especial por animais e estou muito ciente do impacto positivo que os animais de estimação têm — sendo, para mim, considerados elementos da família.
Como Engenheira Informática, consigo trazer opiniões fortes e fundamentadas sobre segurança na internet para todos os cidadãos e sobre toda a tecnologia emergente e tão significativa nas vidas de todos. Além disto, o meu curso em Engenharia Eletrotécnica dá-me fundamentos para opinar sobre projetos de âmbito mais físico — drones, robots, etc. — que podem ser tão valiosos em Portugal. No geral, como Engenheira em áreas tão dominadas por homens, acabei por ter experiências bastante diferentes das dos meus colegas.
Sei que a política ainda está mais dominada por homens. Sei que o LIVRE tenta muito equilibrar esta balança. Eu já sei o que é estar nesta minoria e quero ser a voz e o exemplo para muitas outras mulheres que, como eu em tempos, acham que engenharia, política ou qualquer outra coisa não era para elas por serem mulheres.
Quando vejo o LIVRE a falar sobre temas que me são próximos — cultura, animais, tecnologia — sinto-me representada. Estando dentro do LIVRE, sinto um ambiente jovem e flexível que dá voz às minhas opiniões e me permite contribuir para o tornar ainda melhor.
Dada a oportunidade, gostaria de aplicar tudo o que tenho aprendido a um contexto nacional, na Assembleia do LIVRE.